Semáforo da avenida principal volta a falhar e gera congestionamento
Moradores reclamam de atraso recorrente; prefeitura promete reparo nesta semana. Reportagem foi até o local entender por que o problema se repete.
Pela terceira vez em duas semanas, o semáforo do cruzamento da avenida principal com a rua dos Andradas apresentou falha na manhã de sexta-feira. O resultado foi o de sempre: filas de mais de um quilômetro, atraso generalizado, motoristas nervosos. A prefeitura informou que o reparo está previsto para esta semana, mas moradores já não acreditam em solução definitiva.
O cruzamento é um dos mais movimentados da cidade. Por ele passam, segundo dados da Secretaria de Trânsito, mais de quarenta mil veículos por dia. Quando o semáforo falha, o impacto se espalha por ruas vizinhas, que absorvem o excesso de carros e também congestionam.
3 falhas em 14 dias · mais de 1 km de fila em cada episódio · atraso médio de 35 minutos para quem cruza a região.
Por que falha
Segundo um técnico da secretaria ouvido pela reportagem, o problema é a infraestrutura. O equipamento instalado no cruzamento é antigo, de uma geração anterior de controladores. Quando chove ou há pico de consumo, o sistema não dá conta. "Não é defeito simples. É equipamento no fim da vida útil", explicou.
O conserto agora é remendo. Enquanto não trocare o equipamento, vai voltar a falhar.
A frase, de um funcionário que pediu para não ser identificado, sintetiza a reclamação dos moradores. Para eles, cada reparo é temporário. Duas semanas depois, o problema volta. A prefeitura reconhece, em nota, que o equipamento precisa ser substituído, mas afirma que a licitação para a compra está em andamento.
O que a prefeitura diz
Em nota, a Secretaria de Trânsito afirmou que o reparo desta semana substituirá uma placa danificada e que a troca completa do controlador está prevista para o próximo trimestre. A secretaria pediu desculpas pelo transtorno e orientou os motoristas a usar vias alternativas durante o pico.
Moradores ouvidos pela reportagem recebem a explicação com ceticismo. "Toda vez é a mesma coisa. Aparecem, consertam, vão embora. Duas semanas depois, estamos aqui de novo", diz um comerciante cuja loja fica no cruzamento. Ele conta que, nos dias de falha, o movimento cai pela metade.
O que esperar
Para quem depende do cruzamento, a saída é paciência — e rota alternativa. Enquanto a troca do equipamento não vem, o semáforo seguirá falhando de tempos em tempos. A reportagem vai acompanhar o reparo prometido para esta semana e voltará ao assunto caso o problema se repita.